colors I can’ t describe.


março de 2005
Agosto 28, 2007, 1:47 am
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Para que falar, lutar, brigar, se no fim das contas, você está cansado. De tudo aquilo pelo qual batalhou a vida inteira, que durante aquele flashback da infância, se comparado ao que vive hoje, só faz você se sentir velho e entender a posição de seus pais, professores, avós e, pasmem, inimigos. Você está cansado da vida, da dor, das pessoas. Paz, só na morte física. Nem Jesus foi levado a sério, por que você deveria ser? Por que fazer diferença, se no fim das contas, somos todos iguais. Cadeias de carbono e água poluída, que já atingiu nosso cérebro, e a paz só vem no descanso cerebral, geralmente causada por perda de neurônios decorrente do uso de substâncias controladas e comercializadas pelos que as controlam. Controlados somos nós, sobrevivendo pelo e para o capital, onde tudo tem um preço e para todas as outras coisas, existe um pedaço de plástico com uma tarja magnética. O suporte não importa. O porque, muito menos. O que importa é que algum estilo de vida representado graficamente te dá dez dias sem juros no cheque especial, bem como achar que um papel com um carimbo de uma instituição governamental atesta seu curso superior te elege um formador de opinião. Se você acha que vive em uma democracia, então assuma que você é o governo, portanto, antes de delegar suas decisões a engravatados ou militantes, sacerdotes ou personalidades, decida por si próprio. Pois para repetir discursos previamente assimilados, não é necessário nem ser um animal racional, quanto mais fazer curso superior. O bom de ser um papagaio é a indiferença, e a impossibilidade, de se entender o que é e para que serve o Ibama. Não é mais cômodo não acreditar em Deus?



insert coin.
Agosto 27, 2007, 3:21 am
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me deu votande de ouvir smiths, por todas as injustiças e lamentos, alheios, e, certamente, não singulares. quem não lamenta a vida homeopática, a não solidariedade pública e o afeto virtual? quem não acha um absurdo trabalhar, trabalhar, trabalhar e trabalhar? eu gosto de contar histórias. daquelas para arrancar um sorriso, causar uma dúvida, deixar puto no final.



fazia tempo…
Agosto 20, 2007, 4:44 am
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… que eu não tomava um red label inteiro em uma noite.
… que eu não chorava.
… que eu não ficava sem chão.

mas é a vida.
=)



tem dias que a gente se sente…
Agosto 15, 2007, 3:08 am
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Eu sou uma dessas pessoas habituada a dar risada das controvérsias da vida. Mas eu não trago mais aquele sorriso maroto, sem motivo, e sei bem que motivo isso tem. Eu fui sacaneado. Não que eu nunca tivesse sido antes, mas dessa vez, foi forte demais, subjetivo demais, e claro, infantil demais. Desta vez, não quebraram meu coração. Este, cheio de remendos, está sempre pronto para girar o mais rápido possivel dentro de um liquidificador, para que seus pedaços permaneçam juntos. Por mais que quebrem meu coração, ele volta a bater. Quando me roubam, eu ganho dinheiro, e compro mais. Me roubaram 6 meses, como ter isso de volta, como? Já fazem 2 anos, e esses 6 meses ainda fazem falta, cada vez mais, e não voltam mais, e, sinceramente, eu não merecia. Eu perdoei, juro. Mas ainda não tive esses tempo de volta, e nem vou ter. Mas espero, um dia, meu sorriso de volta.



bandini, chinaski e a volta dos que não foram
Agosto 8, 2007, 3:36 am
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se eu escrevesse, pensasse ou vivesse como eles, eu talvez compreenderia que tanto faz e tanto fez, o que eu sei é que não gostaria de morrer como eles. mas eu não sou comum, nem exagerado. eu sou desses que preve o futuro pelas coisas que aconteceram ontem, e que muitas vezes nem lembro de hoje. eu complico, e repito: devia ter passado a adolescencia trancado no quarto ouvindo smiths, e, com 28 anos estaria atrás das mocinhas de 18 como hoje cerco as de 35, por não acreditar que o tempo só existe em nossas mentes, e muitas vezes me perguntam: por quê você mente, e eu enrolo.

o fato é que eu enxergo bem, mais do que devia, e tento, tento, tento, e canso. paro, penso, e canso. falo, grito, e canso. fumo, bebo, e canso. vivo, vivo vivo vivo, e?

muito provavel que este tenha sido um dia ideal para os peixes-banana. mas estou bem longe da praia.



ai, Platão.
Agosto 6, 2007, 3:25 am
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Não tem jeito. Quando aparece a sua foto, eu clico, vejo o álbum, essas coisas, e o tempo não volta, não sei se errei, eu sei que seu nome fica on-line e eu clico em cima e não escrevo nada, não sei o que dizer, talvez eu já devesse ter dito uns 5, 6, 7, sei lá quantos anos antes, e ai eu me perco de novo, não sabendo o que fazer, até te liguei outro dia, mas só enrolei, pois o tempo passou, já não te conheço mais, nem você eu, na verdade, acho que nunca conheceu, mas eu lembro de segurar sua mão, te abraçar, e só. Ai eu também lembro das minhas confusões que só eu não entendia, e nem agora, que eu vejo melhor, eu não voltaria atrás, mas me arrependo de pequenas coisas, como por exemplo, te deixar sem dizer nada. Acho que eu engordei tanto nestes anos que posso chegar pra ti e dizer, muito prazer, porque não vai nem me reconhecer e, quem sabe, podemos nos gostar. ou não. Mas ai, a angustia da dúvida vai embora. E não terei mais do que reclamar.



cores que não posso descrever
Agosto 5, 2007, 3:00 am
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algumas pessoas não possuem visão de um todo dos acontecimentos em suas vidas. muitas vezes, eu não tenho da minha, mas mesmo assim, eu paro e penso um pouco a fundo no dia-a-dia, e me vejo julgando sem realmente saber o que me trás aqui, agora, a escrever, sabendo o porque, mas não querendo dizer literalmente, ou metafóricamente, tentando explicar algo claro, mas intangível em certas palavras, as outras, não me veem agora.

dizem que os esquimós podem diferenciar mais de 30 tons de branco, e que quanto mais velha a cultura, mais cores seu povo encherga. hemmingway disse que todo conto é apenas o cume de um iceberg. eu não sou cego, nem analfabeto. paro, respiro, mas há cores que não consigo descrever, linguagens que não entendo, mas sei quando estão re-inventando a roda.