colors I can’ t describe.


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Abril 5, 2008, 12:00 am
Arquivado em: política

Isabela tinha apenas 3 anos, o que é mais tempo do que nosso presidente trabalhou como metalurgico antes de se aposentar. Por falar nele, o que será que o governo anda aprontando, já que na tv só passa o caso da pequena Isabela?



dúvidas
Novembro 7, 2007, 11:36 pm
Arquivado em: personal, política

As vezes eu acho que não banco o que eu falo. E vou explicar o motivo.

Segunda-feira eu estava sentado aqui perto de casa, com amigos, conversando, dando risada, essas coisas que só o contato pessoal nos proporciona, e me deparei com uma manifestação estudantil. Os alunos, de forma bem organizada (na medida do possível), decidiram ocupar a reitoria da puc e assim o fizeram. Cantarolavam “abaixo a ditadura do laquê” em ritmo de um famoso axé, e eu, chacoteiro nato, achei bem interessante. Já seria nteressante qualquer coisa que não fosse Geraldo Vandré, enfim, modernidade? Mas ao mesmo tempo, todas as vezes que eu vejo cenas do tipo, eu me lembro da revolução dos bixos e tento não ser o porco, mas é difícil.

Durante a vida toda, eu não enguli a escola. Cumpri meu papel (hehehe), essas coisas, mas não posso dizer que gostei da experiência. Até chegar na faculdade, pensando que finalmente teria alguma satisfação acadêmica, e novamente me decepcionei. Não com os professores, os conceitos, as matérias, e sim com a reitoria e diretoria de ensino, que sempre me pareceram responder para a diretoria financeira. Isso porque fiz uma faculdade cuja razão social diz ser organização filantrópica, logo, não pode ter lucro. Isso, em conjunto com fatores pessoais me fizeram pegar um tremendo asco pela faculdade, e só necessito entregar a conclusão de curso para me formar. Mesmo assim, eu acho que o modelo de ensino é falido, e não tenho nenhuma sugestão pra o problema, mas tenho vontade de não me formar, para não contribuir com esse sistema. E, pior que isso, aconselho que mais pessoas assim o façam.

Parece burrice, eu sei. Mas essa é a minha postura.
Tudo que faço hoje, profissionalmente, eu aprendi fuçando nos programas, lendo na internet e em bibliotecas, correndo atrás de livros, e principalmente, observando os outros. Tudo o que eu faço hoje, não existia a cinco anos atrás, e o curso no qual ingressei na faculdade, cinco anos atrás, hoje está extinto. Tem um filme feito a mais de 10 anos chamado Gênio Indomável, que me valeu mais pra vida e pra minha profissão do que toda a grade que cumpri na faculdade. Aliás, eu nem sei definir a minha profissão. Minha avó acha que eu mexo com computadores, e pra ela isso basta. O que pra ela é inadmissível é o neto dela não terminar a faculdade. E ai que começo a não bancar o que eu falo.

Não fui eu que paguei minha faculdade. Meus pais o fizeram, e sei que não deve ter sido fácil. Eu devo esse diploma a eles, a minha avó, a minha família. Meus chefes, e os que futuramente eu venha a ter, não vão dar a mínima pra isso, afinal, eu vou fazer coisas para eles que ainda não foram inventadas. Mas para isso, eu preciso de formação, e informal, já que a academia não se modernizou no ritmo do mundo de hoje.

Óbvio que meus estudos, desde o maternal, contribuiram para minha formação e eu fui da minoria sortuda que teve acesso a isso. Mas hoje o acesso é mais democrático, pois se eu quiser o código penal o google me mostra. O que falta é um modelo de tutor, mestre, professor pra mim está em desuso. As pessoas precisam de direcionamento do aprendizado, e não de imposição. Os alunos precisam de condições, suportes, e não de mais valia em primeiro lugar. Mas tudo hoje é negócio, e os negócios só se mantem com mão de obra qualificada. Chamam de diploma, eu chamo de balela.

Tenho dois links para recomendar, pois eu não tenho opinião formada. O primeiro é o blog da ocupação na puc, já que no uol, terra, globo, etc, não tem nenhuma informação que o valha. O segundo é de uma mocinha que soube dizer muito bem o que é a situação atual, mesmo disparando farpas aos fans do capitão nascimento, hehe

Essa semana ainda devo regularizar minha situação na faculdade. Quem sabe ano que vem, minha avó não ganha meu diploma de natal?